O preconceito racial existiu há muito tempo no mundo, continua existindo hoje, e continuará existindo por um bom tempo, uma vez que o preconceito não é necessariamente entre pessoas de cores diferentes, e sim entre pessoas simplesmente diferentes. E as diferenças entre as pessoas não há política de cotas, nem nada, que resolva.
Algumas pessoas infelizmente se odeiam, isso é fato, e com isso surge o preconceito e mais uma série de coisas ruins. Em Ruanda por exemplo, na guerra civil, existiam duas etnias, os “Tutsis” e os “Hutus”, ambos eram grupos negros, e se odiavam porque um desses grupos, enquanto Ruanda ainda era colônia, era beneficiado pelos homens da metrópole e dominava o outro grupo. Não que isso seja bom, mas acho que não é lá um motivo tão convincente para realizar um dos maiores genocídios da história.
Outro genocídio muito famoso aconteceu na Guerra da Bósnia, onde vários países da antiga Iugoslávia resolveram se separar e matar uns aos outros por motivos religiosos e políticos. Países esses que em sua maioria da população era de cor branca, e nem por isso foram menos cruéis do que os negros da Ruanda.
Em linhas gerais, o preconceito costuma partir de quem possui a autoridade para quem não a possui, mas isso também não significa que não haja o caminho inverso, há pouco, mas também há. Vale lembrar que todas as pessoas são preconceituosas e etnocêntricas, não há como alguém ser totalmente imparcial.
Quanto às cotas em universidades públicas, prefiro adotar a neutralidade, uma vez que sou a favor de afirmações tanto de um lado quanto de outro da discussão. Ao mesmo tempo em que é injusto para as pessoas que não são negras e estudaram, merecendo estar na universidade, reconheço que os negros são historicamente desfavorecidos no Brasil juntamente com os pobres, são vítimas do descaso político.
A política de cotas é uma alternativa barata para o problema da educação no Brasil, ela resolve o problema da aprovação dos indivíduos das classes menos favorecidas sem gastar muito ou quase nada. O lado ruim é que esse problema é “resolvido” com péssima qualidade, ou seja, ele não é resolvido, apenas transferido. As condições de estudo do ensino fundamental e médio público, com raras exceções, continuam sendo péssimos, muitos deles com presença do crime, as autoridades do colégio mantêm-se reféns dos criminosos, não podendo fazer muita coisa a favor do aprendizado dos alunos, que são desmotivados e muitos deles nem chegam a completar o ensino fundamental, quem dirá então o médio.
As cotas são includentes sim, porém não é um modelo de inclusão que deva ser valorizado e mantido para sempre. Na minha opinião, as cotas tem que ser temporárias, ao mesmo tempo em que deve ser feito investimentos maciços na educação brasileira. Investimentos esses que devem vir juntos na área da saúde, segurança e outros serviços públicos essenciais. Somente assim existirá um pouco mais de igualdade na disputa por uma vaga de universidade pública.
Bom sim..concordo com sua opinião sobre a política de cotas
ResponderExcluirela é boa por incluir..mas devo acrescentar que ela tmbm é boa por diminuir o estereótipo e criar permitir um novo pensamento mesmo entre nos negros
(ok..o negro pode ser inferiorizado por ter entrado por cota, embora isso eu nunca tenha visto, mas o negro que termina é igual ao branco q termina).
e é importante lembrar que pre-conceito consiste num conceito vindo de predeterminaçãoes, que nem sempre são verdadeiras..acho que isso não se aplica em todos seus exmplos...bem é só
Até hoje eu não consegui definir uma posição em relação a essa questão..mas acho que tendo a ser contra. Ou não hahaha
ResponderExcluirsem contar que pelo menos aqui na UFSC estão "enfiando" um monte de alunos novos sem criar novas salas, novos laboratórios, nova ala do RU, mais livros na BU... daqui a pouco o ensino superior publico vai estar tao ruim quanto o médio e fundamental. E não, não to dizendo que é culpa dos novos alunos e sim do governo que quer resolver um problema arrumando outro. Tampar o sol com a peneira nunca funciona.
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